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Nunes era a peça que faltava ao time mágico do flamengo de 1980

 

Quando o Brasileiro de 1980 começou, o Flamengo não tinha um centroavante. A aposta de Claudio Coutinho para vestir a camisa 9 era Gerson Lopes, que se contundiu seriamente antes do início da competição, composta por 40 equipes divididas em quatro grupos. Mesmo sem um homem de área, o Flamengo entrou na disputa no Grupo C para enfrentar forças como Santos, Internacional, Ponte Preta e Náutico e outros mais modestos como Botafogo-PB, Mixto-MT, Ferroviário-CE, Itabaiana e São Paulo-RS.

 Zico garantiu as vitórias nas duas primeiras partidas sobre o Santos e Internacional, ambas por 1 a 0, no Morumbi e no Maracanã, respectivamente. Depois do começo promissor contra dois candidatos ao título, veio então a maior zebra do campeonato. O Flamengo perdeu em casa por 2 a 1 para o Botafogo-PB. A derrota acendeu o alerta na Gávea, o time precisava contratar um centroavante.

Dinamite ou Nunes? – A diretoria rubro-negra decidiu então buscar Roberto Dinamite, principal ídolo de seu maior rival, o Vasco. Dinamite vinha de uma temporada ruim no Barcelona e chegou, segundo os rubro-negros, a acertar as bases salariais. O Vasco atravessou o negócio e entrou numa batalha judicial com o Barça para reaver seu ídolo.

Foi então que o Flamengo decidiu por contratar João Batista Nunes de Oliveira, que estava no Monterrey, do México, e que havia se destacado no Santa Cruz, do Recife, chegando a ser convocado para a seleção brasileira em 1978. Nunes não jogou na primeira fase e viu o Flamengo ganhar do Mixto por 2 a 0, do Ferroviário 2 a 1, do Itabaiana por 5 a 0 e empatar com o São Paulo-RS em 0 a 0, com o Náutico em 2 a 2 e com a Ponte Preta em 2 a 2, para terminar em segundo colocado na chave com 13 pontos, dois menos do que o Santos.

Algoz dos paulistas e vaga na final – A fase seguinte reuniu os 28 classificados, sete de cada grupo, e os quatro melhores da Taça de Prata. Nesta, o Flamengo caiu no grupo de Palmeiras, Santa Cruz e Bangu. Ganhou quatro jogos e empatou dois, com destaque para a goleada por 6 a 2 no Palmeiras, o troco para os 4 a 1 aplicados pelo alviverde em 1979 e que eliminou o time do Brasileiro.

O time da Gávea terminou na liderança do grupo com 10 pontos ganhos e enfrentaria na próxima etapa do certame o Santos, também líder de seu grupo, além de Desportiva-ES e Ponte Preta. Com campanhas idênticas na terceira fase, uma vitória e um empate, Flamengo e Santos decidiram a vaga na semifinal na última rodada no Maracanã e o time de Zico bateu o Peixe por 2 a 0.

Na semifinal, duas vitórias sobre o Coritiba, sendo a primeira por 3 a 0 no Couto Pereira e a segunda por 4 a 3 no Maracanã. O Flamengo chegava finalmente a uma final de Brasileiro e teria de superar o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo, Éder, Palhinha e Chicão, entre outros.

A conquista – O primeiro jogo estava marcado para o Mineirão e o Flamengo não tinha Zico, contundido. A forte equipe do Atlético-MG tratou de fazer o dever de casa e venceu por 1 a 0. Além de superar o rival, o Flamengo não teria Rondinelli, que fraturou a mandíbula numa dividida com Éder.

Para o segundo confronto, no Maracanã, a torcida rubro-negra estava confiante e lotou as arquibancadas, o segundo maior público na história dos campeonatos brasileiros, 154.335 torcedores. O jogo começou quente e Palhinha quase abriu o marcador para o Galo logo no começo. A resposta foi rápida.

Na saída de bola, Júnior lançou Zico que serviu com um passe magistral o companheiro Nunes, que tocou na saída de João Leite e deu início à sua consagração como “artilheiro das decisões”. A torcida ainda comemorava quando Reinaldo empatou o jogo no minuto seguinte. O jogo seguia eletrizante até Zico completar para o gol após chute de Júnior, aos 44 da etapa inicial.

A vantagem flamenguista dava mostras de que a segunda etapa seria quente e que o árbitro José de Assis Aragão teria trabalho. Zico quase ampliou cobrando falta da meia-lua da grande área. Minutos depois, o Maracanã vibrou. Reinaldo, esperança do galo, correu e começou a mancar com a mão na coxa.

E quando todos achavam que o artilheiro estava fazendo número em campo, ele empatou o jogo novamente. O Galo poderia ter feito o terceiro, mas a arbitragem deu impedimento em um contra-ataque mineiro. No lance, Reinaldo impediu a cobrança e tomou cartão vermelho. Depois foi a vez de Chicão ser expulso após cometer falta. Com dois a menos, o Flamengo chegou ao terceiro gol com jogada individual de Nunes. No fim, o Atlético perdeu também Palhinha com cartão vermelho. O Flamengo era campeão brasileiro pela primeira vez.

Ficha Técnica: Flamengo 3x2 Atlético-MG

01/06/1980 - Maracanã - Rio

Flamengo Raul, Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César.

Técnico: Cláudio Coutinho.

Atlético Mineiro João Leite, Orlando (Silvestre), Osmar, Luisinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder.

Técnico: Procópio Cardoso.

Gols: Nunes, aos 7min, Reinaldo, aos 8min e Zico aos 44 min do primeiro tempo; Reinaldo aos 21 min e Nunes 37 do segundo;

Árbitro: José de Assis Aragão (SP);

Renda: Cr$ 19.726.210;

Público: 154.355;

Cartão Vermelho: Reinaldo, Chicão e Palhinha (Atlético-MG).


Última atualização: 27/09/13. Política de privacidade  |  Mapa do Site