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Libertadores da América 1984: uma estréia inesquecível

 

Era a nossa primeira Libertadores sem Zico. Lá estavam, no time titular, os mundialistas Leandro, Figueiredo, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio e Tita. Lico, voltando de contusão, a mesma contusão que encerraria a sua carreira, e Nunes, barrado por Edmar, estavam no banco. O grande Ubaldo Fillol substituía o imensurável Raul Plassmann. Ainda era um timaço, mas o assunto naquela semana era a falta que Zico faria na competição continental.

 O primeiro adversário foi o Santos, no dia 11 de fevereiro, no Maracanã. Se o Flamengo tinha Fillol, agora o Peixe exibia Rodolfo Rodriguez no lugar de Marolla. A reportagem do Jornal Nacional que antecedeu o jogo chamava o uruguaio de muralha, e perguntava: terão os rubro-negros munição para derrubar Rodolfo?

Mozer começou a responder a questão no primeiro tempo, pegando o rebote de uma falta cobrada por Tita. Foi o placar do primeiro tempo, Fla 1x0. No começo da etapa final, o mesmo Mozer, o gigantesco José Carlos Nepomuceno Mozer, interceptou uma saída do Santos na intermediária, pela esquerda. Deu um toque a frente, aproximou-se da lateral da área carregando a bola junto ao pé direito, riscou um marcador para dentro e, quando outro chegou na cobertura, armou o chute. O beque santista tentou o bloqueio com um pé-de-ferro, mas Mozer enfiou a porrada na bola, fazendo o tal beque santista, pobre beque santista, saltar nos dois pés. A bomba saiu reta, para o alto, e estourou nas redes de um atordoado Rodolfo Rodriguez, que ficou sentado na pequena área enquanto Mozer corria para o escanteio, para mandar beijos para a massa rubro-negra. Foi o gol mais bonito que eu vi de um zagueiro pelo Flamengo.

O Santos descontou, mas Lico entrou no jogo para marcar seu último gol com o Manto. Deu um drible de letra na meia-lua e matou três santistas, para depois chutar colocado e rasteiro, na costura. Pouco depois, o mesmo Lico driblou e centrou para Tita passar a régua e fechar a conta. Flamengo 4 a 1.

A capa da Revista Placar trouxe Mozer jogando beijos para a torcida, com a inscrição "Digno de um campeão mundial". Mesmo sem Zico, aquele Flamengo não perdia a majestade.

Maurício Neves


Última atualização: 27/09/13. Política de privacidade  |  Mapa do Site